Com a vitória da seleção brasileira de futebol e a conquista do pentacampeonato, um fato se tornou notório, e até muito veiculado com frequência pela mídia: a firmeza do treinador "Felipão" chamado, carinhosamente, pelos jogadores, de "Professor".
Desde os primeiros treinos a marcante figura do técnico se destacou pelas suas opiniões independentes, ao que parece, imunes às críticas endereçadas à exclusão do jogador Romário, considerado, pela grande maioria, como insubstituível na seleção. Posteriormente, assistiu-se na televisão aos reclamos do jogador citado desculpando-se diante do técnico, muito emocionado, por eventuais atitudes incompatíveis com a disciplina imposta ao grupo pelo treinador.
Da análise destes fatos e de outros que foram exaustivamente trazidos ao conhecimento público destacam-se a harmonia do conjunto, dentro e fora do campo, chamado de Família Scolari, cujos traços característicos foram o respeito, a afeição, a disciplina e obediência dos seus integrantes.
Sem pretender fazer um exame exaustivo da seleção e seus componentes, até porque não disponho de conhecimentos para isso, verifica-se, numa rápida análise, que foi dado um novo perfil aos atletas, fundado no "espírito de grupo", procurando se abolir "os estrelismos" tão peculiares ao futebol brasileiro. Observou-se uma quase unanimidade, nas entrevistas individuais dos jogadores, a atribuição da vitória ao trabalho de equipe, diferentemente do que ocorria antes, em que se conferia o sucesso do grupo às atuações de jogadores isolados. Também contribuíram para a almejada vitória a disciplina e a obediência ao "Professor", de reconhecida competência, além da concentração nos treinos, ainda que em detrimento do convívio familiar, sem as costumeiras fugas para noitadas, grandemente prejudiciais ao bom condicionamento físico dos jogadores. Sabedor de que o mau exemplo de um jogador poderia contagiar os demais, foram selecionados pelo técnico apenas aqueles que reconhecessem o seu comando.
À guisa de conclusão, poder-se-á comparar a figura do treinador de uma seleção com a de um professor, que conduzindo os seus alunos com firmeza, disciplina, seriedade, independência, carinho e grande respeito pela suas individualidades, certamente irá incentivá-los ao sucesso profissional. O exemplo do treinador "Felipão" falou mais alto aos atletas do que longas preleções, até porque pai de família e homem de sólidos princípios cristãos.
Infelizmente, verifica-se um certo repúdio à figura tradicional do professor, um verdadeiro líder, incentivador de seus alunos, sem deixar de lado a ordem e os elevados princípios éticos tão essenciais às novas gerações.
A Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná tem sedimentado as suas tradições em professores que marcaram e continuam marcando (verdadeiras "lendas vivas"), com suas personalidades firmes e independentes, a cultura jurídica nacional, justamente pelo fato de que não se deixaram atemorizar pelas contundentes críticas daqueles que não conseguem vislumbrar a importância da liberdade e da independência, como corolários das profissões jurídicas. Não é por acaso que o artigo 133 da Constituição Federal dispõe que: O advogado é indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei. Apesar das inúmeras investidas que a Faculdade de Direito sofreu e ainda sofrerá, seus professores permanecem inabaláveis na preservação de seus princípios.
Desde os primeiros treinos a marcante figura do técnico se destacou pelas suas opiniões independentes, ao que parece, imunes às críticas endereçadas à exclusão do jogador Romário, considerado, pela grande maioria, como insubstituível na seleção. Posteriormente, assistiu-se na televisão aos reclamos do jogador citado desculpando-se diante do técnico, muito emocionado, por eventuais atitudes incompatíveis com a disciplina imposta ao grupo pelo treinador.
Da análise destes fatos e de outros que foram exaustivamente trazidos ao conhecimento público destacam-se a harmonia do conjunto, dentro e fora do campo, chamado de Família Scolari, cujos traços característicos foram o respeito, a afeição, a disciplina e obediência dos seus integrantes.
Sem pretender fazer um exame exaustivo da seleção e seus componentes, até porque não disponho de conhecimentos para isso, verifica-se, numa rápida análise, que foi dado um novo perfil aos atletas, fundado no "espírito de grupo", procurando se abolir "os estrelismos" tão peculiares ao futebol brasileiro. Observou-se uma quase unanimidade, nas entrevistas individuais dos jogadores, a atribuição da vitória ao trabalho de equipe, diferentemente do que ocorria antes, em que se conferia o sucesso do grupo às atuações de jogadores isolados. Também contribuíram para a almejada vitória a disciplina e a obediência ao "Professor", de reconhecida competência, além da concentração nos treinos, ainda que em detrimento do convívio familiar, sem as costumeiras fugas para noitadas, grandemente prejudiciais ao bom condicionamento físico dos jogadores. Sabedor de que o mau exemplo de um jogador poderia contagiar os demais, foram selecionados pelo técnico apenas aqueles que reconhecessem o seu comando.
À guisa de conclusão, poder-se-á comparar a figura do treinador de uma seleção com a de um professor, que conduzindo os seus alunos com firmeza, disciplina, seriedade, independência, carinho e grande respeito pela suas individualidades, certamente irá incentivá-los ao sucesso profissional. O exemplo do treinador "Felipão" falou mais alto aos atletas do que longas preleções, até porque pai de família e homem de sólidos princípios cristãos.
Infelizmente, verifica-se um certo repúdio à figura tradicional do professor, um verdadeiro líder, incentivador de seus alunos, sem deixar de lado a ordem e os elevados princípios éticos tão essenciais às novas gerações.
A Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná tem sedimentado as suas tradições em professores que marcaram e continuam marcando (verdadeiras "lendas vivas"), com suas personalidades firmes e independentes, a cultura jurídica nacional, justamente pelo fato de que não se deixaram atemorizar pelas contundentes críticas daqueles que não conseguem vislumbrar a importância da liberdade e da independência, como corolários das profissões jurídicas. Não é por acaso que o artigo 133 da Constituição Federal dispõe que: O advogado é indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei. Apesar das inúmeras investidas que a Faculdade de Direito sofreu e ainda sofrerá, seus professores permanecem inabaláveis na preservação de seus princípios.
* Artigo publicado na Gazeta do Povo, em 21/07/02, na coluna da Faculdade de Direito da UFPR.
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