É impressionante
o que a pessoa autointitulada “a mais honesta do Brasil” tem feito para
manipular a opinião pública do País; aproveitando-se do vazio político
instalado em Brasília pelo fantasma do impeachement.
No mundo das reviravoltas palacianas os atores políticos
envolvidos mudam de cenário e de ideias com a mesma velocidade e fúria dos
tornados, movimento das ondas do mar ou os alagamentos que assolam as capitais
brasileiras... Abandonada e desprotegida por falta de planejamento e
investimentos públicos, a população desfalece face à inércia governamental.
Políticos que deveriam ser vistos pelos cidadãos,
sobretudo os mais humildes, como espécies de âncoras em um tormentoso mercado
de desemprego, oscilação do dólar, aumento da inflação, greves, flagelo no
acesso à saúde e educação, mentem debochadamente para livrarem a própria pele!
Quanta humilhação e vergonha infligem!
Por outro lado, a criatividade popular usando a mídia
transforma em segundos qualquer fato, gesto ou afirmação em “viral”, acentuando
o ridículo de situações que os políticos envolvidos poderiam, com um mínimo
cuidado, ter evitado... Pelos políticos em si, mascarados em seus intentos
perversos de manipulação, pouco ou nada se deve lamentar, mas quando se pensa
nas gerações presentes e futuras e nos males que mentiras podem causar,
sente-se vergonha, desmotivação e medo do futuro que se avizinha.
Em recentes manifestações populares os grupos liderados
pelos “plantonistas-gladiadores”, que lutam pela continuidade no poder, a
virulência, a agressividade e os palavrões se apresentam como marcas distintivas
dos métodos palacianos hoje adotados. Assim, nos estertores da morte, para se
manterem na superfície, como afogados agarrados uns aos outros, invocam a
Constituição (que nunca leram, se leram não entenderam) para, desesperadamente,
justificarem suas torpes ações e seus sentimentos inconfessáveis.
Neste contexto, sobressai “o homem mais honesto do país”,
cujo linguajar é de tal modo vil que surpreende a todos, mesmo àqueles que o
consideram um líder carismático. Não satisfeito, desqualifica ou tenta desqualificar
todos os integrantes dos Poderes e das instituições do País, chamando-os de
“acovardados”, porque não decidem de acordo com a sua vontade.
No
entanto, como prevê conhecido provérbio popular “a mentira tem pernas curtas”,
aliás, curtíssimas; porque a semeadura do mal não terá bom desfecho: é só uma
questão de tempo. Não perdem por esperar! O “Justo Juiz” (Deus), que a tudo e a
todos julga, não deixará que tantas e tantas mentiras passem como se verdades
fossem...
[1] Advogada. Mestre em Direito Público pela UFPR.
Especialista em Filosofia do Direito pela PUCPR. Professora titular de Teoria
do Direito do UNICURITIBA. Professora Emérita do Centro Universitário Curitiba,
conforme título conferido pela Instituição em 21/04/2010. Orientadora do Grupo
de Pesquisas em Biodireito e Bioética – Jus Vitae, do UNICURITIBA, desde 2001.
Professora adjunta IV, aposentada, da UFPR. Membro da Sociedade Brasileira de
Bioética – Brasília. Membro do Colegiado do Movimento Nós Podemos Paraná (ONU,
ODM). Membro do IAP – Instituto dos Advogados do Paraná. Premiações: Prêmio
Augusto Montenegro (OAB, Pará, 1976-1º lugar); Prêmio Ministério da Educação e
Cultura, 1977 – 3º lugar); Pergaminho de Ouro do Paraná (Jornal do Estado,
1997, 1º lugar). Troféu Carlos Zemek, 2016: Destaque Poético.
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