Maria da Glória Colucci[1]
A delicadeza da cor rosa
se identifica com a doçura do amor feminino, em qualquer idade ou condição em
que viva uma mulher. No corpo feminino, a mama significa o colo carinhoso que
acalenta, o abraço que aquece e o afeto que une a família; que aquece e o afeto
que une a família; por isso o “rosa” foi escolhido para simbolizar a união de
toda a sociedade contra o câncer de mama, especialmente, no mês de outubro.
O marco sociopolítico do
OUTUBRO ROSA é, sem dúvida, o princípio da solidariedade, conforme
previsão constitucional, que pressupõe um compromisso conjunto de
compartilhamento das necessidades e superação dos obstáculos comuns dos
segmentos sociais envolvidos na prevenção e combate ao câncer de mama, em prol
da saúde da mulher.
A dimensão das campanhas
publicitárias e da conscientização das mulheres brasileiras para outras
doenças, como o câncer do colo de útero, a tuberculose, a morbidade materno-infantil,
a prática do abortamento clandestino etc, ainda não se pode computar, mas,
certamente, se reflete na diminuição de mortes.
No entanto, nem sempre o
cuidado com a própria saúde leva as mulheres brasileiras, sobretudo as mais
humildes e empobrecidas, a buscarem, regularmente, o exame das condições de
suas mamas, no que respeita às mudanças que vão ocorrendo ao longo da vida.
As políticas públicas, por
mais constantes que sejam, não suprem os cuidados pessoais (prevenção) e a
análise cuidadosa feita por um médico ginecologista (mastologista), a cada ano
ou a cada seis meses, de acordo com a idade da mulher, conforme recomendação da
Sociedade Brasileira de Mastologia.[2]
Dentre as ações práticas,
voltadas a estimular a detecção precoce do câncer de mama se encontra “o
movimento popular OUTUBRO ROSA”, que é internacional, sendo que “[...] o rosa
simboliza um alerta às mulheres para que façam o autoexame e, a partir dos 50
anos, a mamografia, diminuindo os riscos que aparecem nesta faixa etária”[3].
Referindo-se ao câncer de
mama e às causas de sua incidência, dentre outras, o Dr. Jan Pawel de Andrade
Pachnicki, especialista, aponta que:
É
um tipo de câncer que tem muitas causas, entre elas fatores biológicos –
endócrinos, comportamento e estilo de vida. Envelhecimento, fatores
relacionados à vida reprodutiva da mulher, história familiar de câncer de mama
e alta do tecido mamário são os mais bem conhecidos fatores de risco para o
desenvolvimento do câncer de mama.[4]
Na última década, as
políticas públicas têm procurado mobilizar a população brasileira quanto à
necessidade de inclusão participativa das mulheres, a partir da conscientização
de sua importância na construção de um novo modelo de sociedade “livre, justa e
solidária” (art. 3º, I, da Constituição vigente).[5]
Conforme estatísticas
divulgadas pela mídia, também, são fatores de risco o tabagismo, o consumo de
álcool, o excesso de peso, o sedentarismo, além do histórico familiar. O
panorama, no Brasil, em 2016, para novos casos de câncer de mama está focado em
57.960 mulheres, com um índice de 2,5% de mortes em decorrência da doença.[6]
A informação, aliada à prevenção,
com exames periódicos e cuidados médicos adequados podem salvar muitas vidas.
Dentre os Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável (ODS, ONU, 2030) se encontram a grande importância
à saúde e ao bem-estar e vida saudável (ODS 3), além do empoderamento de
mulheres e meninas, que passa pela prevenção e tratamento do câncer de mama
(ODS 5).[7]
REFERÊNCIAS
[1] Advogada. Mestre em Direito Público
pela UFPR. Especialista em Filosofia do Direito pela PUCPR. Professora titular
de Teoria do Direito do UNICURITIBA. Professora Emérita do Centro Universitário
Curitiba, conforme título conferido pela Instituição em 21/04/2010. Orientadora
do Grupo de Pesquisas em Biodireito e Bioética – Jus Vitae, do UNICURITIBA,
desde 2001. Professora adjunta IV, aposentada, da UFPR. Membro da Sociedade
Brasileira de Bioética – Brasília. Membro do Colegiado do Movimento Nós Podemos
Paraná (ONU, ODM). Membro do IAP – Instituto dos Advogados do Paraná.
[2] Sociedade Brasileira de Mastologia,
disponível em www.sbmastologia.com.br
[3]Campanha
OUTUBRO ROSA busca estimular detecção precoce do câncer de mama.
Disponível em: http://www.brasil.gov.br/saude/2013/10/campanha-outubro-rosa.
[4] PACHNICKI, Jan Pawel de Andrade. Câncer
de mama. Curitiba: Jornal Gazeta do Povo – Guia Viver Bem (saúde); out,
2016, p.71.
[5] BRASIL, Constituição da República
Federativa do. 1988, disponível em www. planalto.gov.br
[6] PACHNICK, loc.cit.
[7] ONU, PNUD – Programa das Nações
Unidas para Desenvolvimento, disponível em www.nacoesunidas.org.br
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